“ O frio e a sua arte”
E as cidades brasileiras do sul e do sudeste começam a sentir o peso do inverno. Sendo assim nada mais do que justo trazer a tona discussões importantes sobre o frio e os seus sentimentos. Com toda justiça, esta é a época do ano que mais inspira artistas, poetas e escritores mundo afora.
Enfim, sem mais nada a dizer, eis o que o gelo das cidades produz.
“Verdades do clima”
“A cidade gelou.
Os corpos gelaram.
As mentes gelaram.
Gosto do frio;
Não gosto da dureza do coração frio.
A minha mente gelou,
Os corações gelaram,
Pararam.
O amor deveria correr solto.
A dor deveria endurecer.
Caminhos intensos.
Aborto de pensamentos.
Vômitos de palavras.
Ainda existe uma estrada.
Ainda existe um atalho.
A chuva ajuda a limpar os sentidos.
O rio sangra a terra morta.
Renasce a vida,
Brotam os frutos.
Cada um sente que a mesmice foi alterada.
O gelo da cidade
ensinando e refazendo mudanças.
Certezas protegidas eternamente.
Ensinamentos de uma noite de frio intenso.”
Marcelo Smith
“A tempestade”
“Se amar, grite!
Grite!
Esse grito vai contagiar as pessoas.
Grite!
O amor vai vencer.
Grite!
As palavras têm força.
O vento vai levá-las ao sentimento profundo.
O mundo propaga a onda de cura.
A cura salvará os homens.
Os homens salvarão o coração.
O coração salvo,
Viva o amor.
Liberdade de sentir a verdade.
Se amar, grite!
O grito libera a bondade.
O grito é a tempestade do sentir.
Grite!
Precisamos ouvir a esperança.
Grite!
Não sofra o desamor.
Grite!
Precisamos salvar o doce sentido da vida.
Chuva intensa da pureza do universo.”
Marcelo Smith
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